Carlin Tavares

Carlin Tavares

Pecuarista de Goiás, referência em recria e engorda

Oeste de Goiás

Convidado do Agro em Debate, o podcast do agronegócio brasileiro.

Resumo

Carlin Tavares, conhecido como Carlinhos Tavares e apontado por muitos como o rei do gado de Goiás, é um dos pecuaristas mais respeitados do estado, com forte atuação em recria e engorda.

Atuação
Pecuarista de Goiás, referência em recria e engorda
Origem
Oeste de Goiás
Episódios
1

Temas

Pecuária de CorteRecria e EngordaConfinamento e BoitelGestão de EstoqueCiclo PecuárioCompra e Comercialização

Biografia

Carlin Tavares, conhecido como Carlinhos Tavares e apontado por muitos como o rei do gado de Goiás, é um dos pecuaristas mais respeitados do estado, com forte atuação em recria e engorda. Toca a operação ao lado do filho, João Carlos, em propriedades no oeste de Goiás, no Paraná e no sul do Tocantins. Esta é a segunda passagem dele pelo Agro em Debate, agora gravada no Feedlot Summit Brazil, em Goiânia, onde compartilhou sua leitura do mercado e a filosofia que o sustenta há décadas. Sua história de vida completa está no episódio 77 do podcast.

O rei do gado de Goiás

Carlin construiu um nome na pecuária goiana combinando escala, disciplina e uma leitura apurada do mercado do boi. Foi um dos pioneiros do confinamento no estado, montando a própria estrutura em 2003 e operando-a por cerca de onze anos. Com o tempo, migrou de modelo, e hoje mantém a recria e a engorda como carro-chefe, com uma pequena parcela de cria no Tocantins. É uma trajetória construída, como ele gosta de dizer, tijolinho por tijolinho, do pai ao filho João Carlos e já de olho na geração dos netos.

Segurar no rabo do boi

A filosofia de Carlin cabe numa frase herdada do pai: sempre segurar no rabo do boi. Para ele, o gado é uma moeda, e o segredo é manter estoque para atravessar as fases ruins e aproveitar as boas. Quem liquidou o rebanho na baixa, quando a arroba despencou, ficou de fora do momento histórico que o mercado viveu depois, com o boi batendo preços recordes na B3. A lógica é girar o que ele chama de roupa do boi, vendendo o animal pronto e comprando bezerro e garrote para repor, sempre de olho no ciclo, que ele compara a uma mola: vai e volta. Por isso, prega manter estoque tanto numa pastagem de alta tecnologia quanto numa operação mais tradicional.

Comprar bem é quase tudo

Se há um ponto que Carlin faz questão de martelar, é que o resultado da pecuária se decide na compra. O comercial, diz ele, responde pela maior parte do negócio, e quem erra na compra não conserta depois, por melhor que seja o capim ou a equipe. Outra convicção é comprar o ano inteiro, fazendo a média, em vez de tentar acertar o fundo do mercado. Ele resume numa conta própria a relação entre reposição e juros: quando o bezerro está com ágio alto na baixa do ciclo, o produtor paga, na prática, um juro embutido elevado; comprar a reposição mais barata no momento certo equivale a pagar menos juro, a ponto de ele brincar que, numa boa compra, o fornecedor paga metade do seu juro.

Engorda em parceria

Depois de anos com confinamento próprio, Carlin passou a terminar o gado por meio de parceiros, os chamados boitéis, em vez de manter a estrutura em casa. Hoje trabalha com nomes como a MFG, com quem tem cerca de dez anos de parceria, e o CSAP, braço de confinamento do Grupo Minerva, além da GBQ, pagando por diária ou por arroba produzida. A lógica é complementar: o confinamento tem no boi o seu maior capital, e o pecuarista entra com o animal, enquanto a pastagem segue sendo a forma mais barata de produzir e o confinamento funciona como a ferramenta para finalizar. Boa parte do trabalho, portanto, está em manter pasto e estoque para abastecer essa engrenagem.

Dois modelos, uma lição

Carlin gosta de mostrar que não existe uma fórmula única para ganhar dinheiro com boi. Ele aposta em dois modelos que considera igualmente válidos. Um é o intensivo, em áreas valorizadas de Goiás, onde o alqueire se aproxima do milhão de reais e a saída é otimizar, produzindo mais em menos espaço. O outro é o que o projetou como pioneiro no Paraná, uma região que poucos queriam, onde comprou terra barata, a cerca de 5 mil reais o alqueire, levou tecnologia, genética e comercialização e ajudou a valorizar a área. A lição que tira disso é que cada produtor precisa entender a própria aptidão, a da fazenda e a sua, antes de escolher o caminho.

“Sempre segurar no rabo do boi.”

Episódios

Perguntas frequentes

Quem é Carlin Tavares?
Carlin Tavares, o Carlinhos Tavares, é um dos maiores pecuaristas de Goiás, referência em recria e engorda. Pioneiro do confinamento no estado, toca a operação ao lado do filho, João Carlos, com propriedades em Goiás, no Paraná e no sul do Tocantins.
De onde é Carlin Tavares?
É do oeste de Goiás, região onde mantém parte de suas operações, que se estendem também ao Paraná e ao sul do Tocantins.
Sobre o que Carlin Tavares fala no Agro em Debate?
A conversa trata da sua visão de mercado da pecuária, da importância de manter estoque de gado, da disciplina na compra, da engorda em parceria com confinamentos e dos diferentes modelos de produção, do intensivo ao extensivo.
Onde assistir às entrevistas de Carlin Tavares?
No Agro em Debate, no YouTube. A história de vida completa dele está no episódio “EP 77 — A pecuária nunca me deixou na mão”, e esta segunda conversa foi gravada no Feedlot Summit Brazil.

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